quinta-feira, 22 de junho de 2017

Há 30 anos o a-ha lançava The Living Daylights

Single alcançou a quinta posição das paradas britânicas

Em 22 de junho de 1987, o a-ha entrava para o seleto grupo de bandas (e artistas) com uma música gravada para a trilha sonora de um filme de James Bond. Foi nessa data que a banda lançou o single de The Living Daylights, tema de “007 Marcado para a Morte”, 15º longa da franquia. Composta originalmente por Paul e Mags, a canção tornou-se hit em vários países, alcançando o quinto lugar das paradas do Reino Unido e o primeiro da Noruega, onde permaneceu no Top 100 por nove semanas. É até hoje a única música-tema de James Bond tocada por um grupo não oriundo do Reino Unido ou EUA.

A escolha do a-ha para produzir a trilha de 007 não se deu, claro, por acaso. Com o estrondoso sucesso dos álbuns Hunting High and Low (1985) e Scoundrel Days (1986), a banda não só chamou a atenção do mundo todo, mas também da indústria cinematográfica. Nesse período, o americano Albert R. "Cubby" Broccoli, produtor dos filmes do agente secreto, procurava um novo nome de peso para compor a trilha de 007. A equipe dele entrou em contato com várias bandas e artistas, até contactarem o a-ha.

Em sua autobiografia My Take on Me, recém-lançada no Brasil, Morten dedica um capítulo para The Living Daylights. No livro, ele fala sobre a relação conturbada com a produção do filme. “Começou quando o pessoal de Broccoli entrou em contato conosco. Em vez de nos oferecerem o trabalho sem rodeios, fomos solicitados a apresentar uma ideia para a canção. Terry Slater (empresário da banda na época) rejeitou a proposta. Disse que o a-ha não participaria desse tipo de teste. Ou queriam que compuséssemos a canção ou não. Era uma questão de confiança”.

Depois de muitas idas e vindas, com a produção do longa insistindo por uma música (mesmo sem contrato) e o a-ha recusando, o acordo foi finalmente fechado e a banda oficialmente escolhida para compor o tema. Para trabalhar com o grupo foi escalado, mais uma vez, o compositor britânico John Barry, responsável pelas trilhas de praticamente todos os filmes de 007 produzidos até aquele ano.

O primeiro encontro entre o a-ha e John Barry ocorreu no dia 19 de janeiro de 1987. Nessa data, a banda realizou uma apresentação na região de Croydon, ao sul de Londres, como parte da primeira turnê mundial do grupo, iniciada sete meses antes. Barry, provavelmente interessado em ver o desempenho do grupo com o qual trabalharia, estava no show. O que muita gente não esperava, porém, é que a relação entre o a-ha e o compositor também fosse conturbada.

“Paul e Magne compuseram uma canção e achamos que estava boa, mas então John Barry se envolveu e insistiu em modificá-la”, declarou Morten na autobiografia. Para o vocalista, a música não precisava de mudanças, pois a banda estava satisfeita com o resultado. O objetivo de Barry, segundo Morten, era também ser creditado como um dos compositores de The Living Daylights. “Assim, o nome de Magne fora removido dos créditos e substituído pelo de John Barry. Tudo virou uma questão de política. Se Magne tivesse mantido sua posição, eu o teria apoiado. Porém, relevamos o fato”.

Em 14 de maio de 1987, “007 Marcado para a Morte” foi exibido pela primeira vez no Festival de Cannes. No dia 29 de junho, o longa estreou em Londres em uma cerimônia com a presença do Príncipe Charles e da Princesa Diana. Como estava em turnê pelo Japão, o a-ha não pôde comparecer ao evento. “O pessoal do filme ficou ofendidíssimo. Nossa atitude foi interpretada como arrogância, o que não era verdade. O resultado foi que tiraram a canção do fim do filme e a substituíram por outra música - dos Pretenders: If There Was a Man. Acredito que foi a primeira vez que um filme de James Bond teve canções diferentes nos créditos iniciais e nos finais”, conta Morten na biografia.

Em entrevista à revista Hot Rod Magazine, em fevereiro de 2003, Mags disse que a “lendária luta” do a-ha com Barry deixou um sabor um tanto desagradável. “Aparentemente ele nos comparou à Hitler-jugend (Juventude Hitlerista) em entrevista a um jornal belga”.

Após os desentendimentos com o compositor, a banda decidiu retrabalhar The Living Daylights. Criou novos arranjos, agora com mais sintetizadores e sem a característica orquestra de Barry, e relançou a música no álbum Stay on These Roads (1988).

CLIPE - Dirigido pelo irlandês Steve Barron, o clipe da música foi rodado no Albert R. Broccoli 007 Stage, localizado dentro dos estúdios Pinewood em Buckinghamshire, Inglaterra. Até aquele momento, Barron já havia dirigido cinco clipes da banda: Take on Me (1985), The Sun Always Shines on TV (1985), Hunting High and Low (1986), Cry Wolf (1986) e Manhattan Skyline (1987).

Para o vídeo de The Living Daylights, foram utilizados efeitos considerados inovadores para a época, como a inserção de cenas e personagens do filme sobre a imagem da banda, com carros cruzando a tela e revólveres apontados para Morten que davam uma ideia de tridimensionalidade.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Acústico MTV pelas lentes de Just Loomis

Região de Alesund, Noruega, onde fica a ilha de Giske. Foto: Just Loomis/Instagram

O renomado fotógrafo americano Just Loomis, que segue os passos do a-ha desde a década de 80, mais uma vez acompanhará a banda em apresentações ao vivo. Ele será o responsável por registrar os dois shows do grupo no Acústico MTV, nesta quinta (22) e sexta-feira (23). Em seu perfil no Instagram, ele disse estar entusiasmado em participar de mais um projeto com a banda. “Em Alesund, Noruega, para fotografar o acústico do a-ha. Animado!”, disse em referência à região onde está localizada a ilha de Giske, local das apresentações.

Nos comentários da postagem de Loomis, fãs comemoram a notícia. “Perfeito! Time completo”, escreveu Solange Costa. “Muita sorte com o projeto. Fantástico saber que você está trabalhando com a banda novamente”, registrou Angie J Howard. “O mundo todo está animado com isso! Bom trabalho e nos dê o seu melhor”, completou o internauta Ricardo Campos.

Em 2015, Just Loomis já havia acompanhado o a-ha durante a Cast in Steel Tour. Foi o responsável por fotografar shows importantes, como o Rock in Rio, e por captar as imagens que posteriormente seriam utilizadas no clipe da música que deu nome à turnê.

Just Loomis tem uma longa história com o a-ha. Fotografou a banda para as capas dos álbuns Hunting High and Low (1985), Stay on These Roads (1988), East of the Sun West of the Moon (1990), Memorial Beach (1993) e Cast in Steel (2015), além da coletânea Headlines and Deadlines (1991). Também é dele a foto que ilustra a capa do disco Out of My Hands (2012), o quinto da carreira solo de Morten.

Saiba mais:
Shows na Noruega serão parte de um Acústico MTV
Esgotados os ingressos para a gravação do acústico
Álbum acústico pode ser gravado em ilha remota
Turnê acústica terá só 13 shows. Brasil fica de fora
Londres entra na lista de shows da turnê acústica
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

domingo, 18 de junho de 2017

My Take on Me à venda nas lojas físicas da Saraiva

Livro exposto no Shopping Recife. Foto: Thiago Lúcio
Quem ainda não comprou a recém-lançada autobiografia de Morten, My Take on Me, agora já pode adquiri-la em grande parte das lojas físicas da Saraiva de todo o país. O livro, que até então estava disponível para compra apenas pela internet, agora já pode ser encontrado nas prateleiras da livraria. Em cidades como Recife, por exemplo, a obra está à venda desde o último dia 13 de junho. A previsão agora é que outras livrarias, como a Cultura, passem a receber a biografia nos próximos dias. Quem ainda assim preferir adquirir pela internet pode encomendar também pelos sites da Livraria da Folha, Cia dos LivrosTravessa e da própria Cultura.

SUCESSO DE VENDAS - No ranking dos livros mais vendidos do Brasil, divulgado semanalmente pela revista Veja, My Take on Me apareceu na 11º posição. A biografia figurou na lista entre os dias 7 e 14 de junho, na categoria “obras de não-ficção”. A revista, no entanto, não divulga o número de exemplares comercializados. Vale lembrar que a tiragem desta primeira edição do livro é de 50 mil cópias.

CRÍTICA - No último dia 11, o portal UOL publicou uma matéria sobre My Take on Me. O texto destaca uma das passagens do livro, no primeiro capítulo, em que Morten relata uma viagem que fez à região amazônica, nas proximidades da cidade de Rio Branco, no Acre, em março de 1989. A viagem ocorreu dias após a primeira turnê do a-ha pelo Brasil, com dois shows na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e três no Palestra Itália (Parque Antártica), em São Paulo. “Ele acreditava que o estado brasileiro era tão afastado e isolado que finalmente encontraria por lá o tão almejado sossego”, traz o portal.

Ao analisar o livro, o crítico do UOL afirma: “Por toda a obra, Harket demonstra carregar uma enorme frustração da mídia, de alguns fãs e dos críticos por enxergarem o a-ha apenas como uma banda pop radiofônica e não com qualidade musical. Para o fã do a-ha, o livro servirá quase como um bate-papo descompromissado com o seu ídolo. Mas, para quem realmente quiser descobrir como a banda se tornou aquele fenômeno pop dos anos 80, a obra para quase nada servirá”.

O crítico do UOL também lamenta o fato de não ter encontrado no livro nenhum escândalo envolvendo Morten. “A autobiografia, no entanto, não traz nada de bombástico. Harket revela pouco sobre sua intimidade. Fala muito pouco da família, dos filhos ou de qualquer outra polêmica em sua vida. Ao lê-la, o fã da banda terá a impressão de que tudo foi perfeito na vida do cantor norueguês”.

Vários internautas reagiram ao texto do crítico do UOL. Um deles comentou: “Li a obra. Impressionante como tudo o que é importante foi deixado de ser citado na matéria. Morten faz uma radiografia do a-ha, do pop nos anos 80 e 90 [...] Sobre as revelações bombásticas, procure um cantor drogado. Nem todos precisam ser assim. Gostei bastante do que li. Entrei gostando da banda e do seu vocalista, e saí da leitura me tornando um fã. Talvez seja por isso que o cantor não dê entrevistas, por conta desse tipo de crítica rasa”.

Saiba mais:
Fãs começam a receber My Take on Me em casa
Fãs ansiosos para receber logo biografia de Morten
Biografia de Morten em pré-venda na Saraiva
Biografia de Morten será lançada no Brasil em 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Livro sobre vida e carreira de Paul sai em outubro

Foto: Instagram/Paul Waaktaar-Savoy

Depois de Morten, agora será a vez de Paul lançar um livro para contar um pouco de sua carreira e história de vida. Intitulada Tårer fra en stein (Lágrimas de uma pedra), a biografia será lançada no próximo mês de outubro e é assinada pelo jornalista norueguês Ørjan Nilsson. O título da obra foi tirado da canção Tears From a Stone, segunda faixa do Mary is Coming (1996), o álbum de estreia do Savoy.

Para escrever o livro, o jornalista fez uma série de entrevistas com Paul ao longo dos últimos dois anos em cidades como Nova York, Berlim, Hamburgo e Oslo. “Ouvi a-ha durante toda a minha vida e há muito tempo eu queria dar uma olhada mais profunda em Paul Waaktaar-Savoy, um homem que normalmente não fala muito”, afirmou Nilsson em entrevista ao Dagsavisen.

Para convencer Paul a fazer a biografia, o jornalista enviou ao músico uma cópia do livro que escreveu em 2014 sobre a dupla norueguesa Kings of Convenience. “Ele leu e sugeriu nos encontrarmos. Então conversamos sobre como poderia ser um livro sobre sua carreira”, recorda.

“Levou um certo tempo até ele se abrir, mas ele não se absteve de nada. Ele respondia qualquer pergunta e falava sobre tudo, desde religião, família e adolescência, até conflitos internos no a-ha e seus problemas com ansiedade social”, declarou o jornalista.

No livro, Paul fala também da relação com Morten e Mags, do casamento com Lauren Savoy, da vida nos EUA ao longo de quase 30 anos, dos sucessos e fracassos e de bandas como Bridges e Savoy.

A biografia será lançada pela editora norueguesa Falck Forlag, que em 2011 já havia lançado livros sobre os álbuns Hunting High and Low e Scoundrel Days como parte de uma série sobre os 100 melhores discos noruegueses de todos os tempos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Shows na Noruega serão parte de um Acústico MTV

Foto: Twitter/a-ha

Os dois shows que o a-ha realizará semana que vem na Noruega - nos dias 22 e 23 de junho - serão gravados para um Acústico MTV. A notícia foi dada hoje pela Universal Music, que confirmou para o dia 13 de outubro - e não mais novembro - o lançamento em CD e DVD de uma das apresentações. Ainda não há uma data fechada para a exibição na TV, mas sabe-se que ela ocorrerá ainda este ano, entre os meses de setembro e novembro (outono europeu).

De acordo com a gravadora, os shows na ilha de Giske contarão com a participação especial de alguns artistas, incluindo o cantor britânico Ian McCulloch (do grupo Echo & The Bunnymen), a cantora britânica Alison Moyet (ex-Yazoo), a cantora norueguesa Ingrid Helene Håvik (do grupo Highasakite) e a cantora americana Lissie.

O repertório das apresentações incluirá sucessos do a-ha e duas novas músicas da banda, além de canções raramente tocadas ao vivo e algumas surpresas em formato cover. “Esses shows são uma forma de redecobrirmos parte do nosso catálogo de músicas”, declarou Mags.

A banda de apoio contará com os já conhecidos Karl Oluf Wennerberg (bateria) e Even Ormestad (baixo), além de Morten Qvenild (piano), Tove Margrete Erikstad (violoncelo), Madeleine Ossum (violino) e Emilie Heldal Lidsheim (violino).

Para a criação dos novos arranjos, o a-ha contou com a parceria do produtor e multi-intrumentista norueguês Lars Horntveth. Durante as apresentações, a banda utilizará instrumentos acústicos bem diferenciados, como cravo, celesta e harmônio.

Esta será a primeira vez que o a-ha gravará um Acústico MTV. Consolidado em todo o mundo, o formato era um antigo desejo dos fãs, que sempre viram no projeto uma excelente oportunidade para a banda experimentar novas sonoridades. “Assim como Clapton, Nirvana e Dylan, a-ha faz Acústico MTV”, declarou o site norueguês P4.

O empresário do a-ha, Harald Wiik, declarou ao jornal Aftenposten que a ideia de fazer um acústico foi discutida dentro da banda por muito tempo. Segundo ele, a MTV foi muito importante para o grupo nos anos 80 e agora, com esse novo projeto, a banda completa mais um ciclo.

Na última segunda-feira (12), Mags já havia dado uma pista sobre a novidade ao postar no Instagram uma foto com a seguinte legenda: "A caminho do Acústico MTV”. O que ninguém sabia é que ele estava realmente falando sério.

Saiba mais:
Esgotados os ingressos para a gravação do acústico
Álbum acústico pode ser gravado em ilha remota
Turnê acústica terá só 13 shows. Brasil fica de fora
Londres entra na lista de shows da turnê acústica
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

domingo, 11 de junho de 2017

Artigo conta história dos Bridges e origens do a-ha

Morten, Viggo Bondi, Mags e Paul. Foto: Divulgação

O site britânico The Electricity Club, especializado na análise de bandas, álbuns e singles, publicou no último dia 4 de junho um interessante e detalhado texto sobre a história dos Bridges e as origens do a-ha. O artigo foi assinado por Barry Page, que recentemente já havia escrito um texto sobre os projetos paralelos de Paul.

“Está bem documentado que o grande sucesso do a-ha com Take on Me - e o subsequente álbum Hunting High and Low - não aconteceu da noite para o dia”, escreve Page. No texto, ele diz que a banda aprimorou, em estúdio, o ofício da composição, utilizando os rápidos avanços em instrumentação eletrônica para desenvolver seu som.

“Antes da formação oficial do a-ha, no aniversário de 23 anos de Morten Harket, em setembro de 1982, Paul Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen gravaram dois álbuns em uma banda de quatro integrantes chamada Bridges, incluindo um disco autofinanciado intitulado Fakkeltog (que se traduz como 'procissão à luz de tochas')”, traz o artigo. “As raízes de muitas músicas do a-ha resultaram de gravações dos Bridges, incluindo Take on Me, Scoundrel Days e Soft Rains of April”.

Viggo Bondi, Mags, Paul e Øystein Jevanord na época dos Bridges. Foto: Divulgação

O texto destaca que várias músicas do a-ha, particularmente aquelas produzidas entre os anos 80 e 90, são permeadas de influências do The Doors. Ele cita como exemplos canções como Here I Stand and Face the Rain, Sycamore Leaves, Slender Frame, Early Morning e Lamb to the Slaughter.

Em outro trecho, Page fala de Mags e da influência que ele recebeu do pai Kåre, integrante de uma popular banda de jazz chamada Bent Sølves Orquestra e que faleceu em um acidente de avião há quase 50 anos. Page, então, relembra uma entrevista dada por Mags em janeiro de 2015 em que ele fala sobre o acidente e da primeira vez em que encontrou Morten.

“Voltávamos juntos para casa depois de uma festa. Foi uma longa caminhada, e enquanto falávamos sobre coisas importantes - que música a gente gostava - precisávamos encontrar outros assuntos para conversar. O que nossos pais faziam, coisas do tipo. Eu disse a ele que meu pai havia morrido em um acidente de avião em 1969. Morten permaneceu calado por um tempo, antes de me contar que ele foi uma testemunha do acidente em Drammen... ele viu o avião bater no chão”.

Øystein Jevanord na turnê de 87
No artigo, Page fala também de Viggo Bondi e Øystein Jevanord, ex-integrantes dos Bridges. Mesmo com o fim do grupo no início dos anos 80, eles continuaram mantendo contato com Paul e Mags. Jevanord, por exemplo, chegou a contribuir com os álbuns Scoundrel Days e Stay On These Roads.

“Nós primeiro fizemos uma versão demo de Cry Wolf em Oslo. Depois de alguns meses, pediram para que eu viesse a Londres por uma semana em 1986. Começamos do zero”, recorda Jevanord, que foi o responsável pela bateria da música. “Em Stay On These Roads (a faixa título), eu apenas toquei os pratos, que foram gravados no Rainbow Studio, em Oslo. Em The Blood That Moves the Body, eu fiz o mesmo que em Cry Wolf um ano antes”, completa.

Jevanord também tocou ao vivo com o a-ha na turnê de 87. “Simplesmente me perguntaram. E eu disse sim! Uma aventura - Mike Sturgis na bateria e eu na percussão; Ian Wherry no teclado e Leif Karsten Johansen no baixo. Dezessete shows durante três semanas no Japão, dois shows em Reykjavik, na Islândia, e cinco shows a céu aberto no sul da França, todos durante o verão de 1987”, lembra.

Saiba mais:
Fotos mostram primeiros anos do a-ha em Londres

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Polonês recria Take on Me com dispositivos de PC

Reprodução/YouTube

Imagine 64 drives de disquete, oito HDs e dois scanners funcionando ao mesmo tempo. Um cenário que, a princípio, não chamaria tanta atenção se não fosse por um detalhe: o som que eles produzem. Foi pensando justamente nisso que o polonês Paweł Zadrożniak juntou todos esses dispositivos de computador para recriar músicas de grande sucesso. Uma delas foi Take on Me, cuja versão foi postada no YouTube no último domingo (4).

“Como isso funciona? O princípio é simples. Cada dispositivo com um motor elétrico é capaz de gerar um som”, explica Paweł em seu site. “O som gerado pelo motor depende da velocidade do drive. Quanto maior a frequência, maior o tom”, completa o polonês, que batizou o projeto de The Floppotron.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fãs começam a receber My Take on Me em casa

A fã Natalia Ribeiro. Foto: Cortesia 
Fãs começaram a receber em casa, nessa terça-feira (30), a biografia de Morten, My Take on Me. Os primeiros contemplados são moradores de São Paulo, de onde está sendo feita a distribuição para todo o país. “Olha só o que chegou em casa hoje! Muito feliz”, afirmou no Twitter a fã Natalia Ribeiro. “Muito obrigada Faro Editorial por trazer esse livro traduzido com todo o carinho e cheio de fotos belíssimas para o Brasil”, completou. Na segunda-feira (29), a Livraria Saraiva já havia comunicado aos compradores, por e-mail, que os livros estavam na transportadora prontos para serem entregues. A expectativa é que fãs de outros estados recebam a obra já nos próximos dias.

Por falar em São Paulo, a Faro Editorial anunciou que fará o lançamento oficial da biografia no dia 17 de junho durante a festa Autobahn, uma das mais tradicionais da capital paulista. “Os clássicos do a-ha já têm presença garantida todo sábado no Autobahn. Com certeza na festa mais esperada do ano podemos esperar um set mais especial ainda para esse encontro histórico dos fãs da banda que amamos desde os anos 80”, afirmou o idealizador do projeto, Marcos Vicente. Haverá sorteio de pôsteres, camisetas e exemplares do livro.

Nessa terça (30), o jornalista e músico Rodrigo Rodrigues, autor do prefácio de My Take on Me, publicou em seu blog um texto falando um pouco mais de sua história com o a-ha. “Quando vi nas livrarias o DVD The Final Concert lembrei na hora da minha fita cassete. A tracking list era praticamente a mesma! Assisti no mesmo dia de cabo a rabo e lamentei nunca ter visto a banda ao vivo. Como o som era legal, como o Morten Harket cantava bem. E os outros caras, Paul e Magne, ao contrário do que a gente achava nos anos 80, tocavam de verdade”.

Saiba mais:
Fãs ansiosos para receber logo biografia de Morten
Biografia de Morten em pré-venda na Saraiva
Biografia de Morten será lançada no Brasil em 2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Álbum Mountains of Time será relançado em julho

Lançado originalmente em 1999, álbum ganhará nova arte de capa 

O terceiro álbum de estúdio do Savoy, Mountains of Time (1999), será relançado no dia 14 de julho. Será a primeira vez que o disco sairá nos formatos LP e digital. “Também estará de volta em CD depois de muitos anos fora de catálogo”, anunciou a gravadora norueguesa Apollon Records, que já havia relançado, em dezembro de 2016, o segundo álbum da banda, Lackluster Me (1997). O contrato assinado entre o grupo e a gravadora prevê ainda os relançamentos de Mary is Coming (1996), Reasons to Stay Indoors (2001) e Savoy (2004).

COVER - A banda Opus Rock Band, que presta tributo ao a-ha e a Tears for Fears, realiza apresentação no dia 10 de junho no Bolshoi Pub, em Goiânia (GO). “A banda presta uma linda homenagem a estes dois ícones do cenário pop mundial, tocando os seus maiores sucessos”, traz o site do grupo. Para quem não conhece o trabalho da Opus Rock, vale a pena conferir no YouTube algumas de suas apresentações.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

The Voice com Morten estreia no segundo semestre

Divulgação

Deve estrear entre agosto e setembro, na TV norueguesa, a quarta temporada do The Voice. O programa, que nesta edição conta com a participação de Morten como mentor, está sendo gravado desde abril. No Twitter, o vocalista declarou que foram encerradas as audições às cegas, em que os técnicos escolhem cantores sem vê-los. “Já estamos prontos para as rodadas de batalha e knockouts”, afirmou. Além de Morten, também são mentores Lene Marlin, Yosef Wolde-Mariam (da banda Madcon) e Martin Danielle (mais conhecido como CLMD).

Saiba mais:
The Voice contará com a experiência de Morten

sábado, 20 de maio de 2017

Fãs ansiosos para receber logo biografia de Morten

Livro é ricamente ilustrado. Reprodução/video/Faro Editorial

Faltam poucos dias para que os primeiros exemplares da autobiografia de Morten, My Take on Me, comecem a chegar às mãos daqueles que adquiriram o livro - ainda em pré-venda - pelo site da Saraiva. De acordo com a Faro Editorial, a primeira remessa da obra será enviada para a livraria nos próximos dias. De lá, a biografia começa a ser entregue aos compradores. “O prazo inicial será cumprido”, declarou a editora. O lançamento oficial do livro, previsto inicialmente para o dia 20 de maio, passou agora para o dia 30.

Nas redes sociais, os fãs têm comentado sobre a expectativa para receber logo a obra. “Não vejo a hora de tê-lo em minhas mãos”, afirmou Cleiton Stanford. “Já pedi o meu. Esperando ansiosa”, disse Darquiane Nascimento. Muitos fãs também têm pedido à editora para trazer Morten ao Brasil para uma sessão de autógrafos. Até agora, no entanto, não há nada confirmado a respeito.

Em sua página no Facebook, a Faro Editorial tem feito uma intensa campanha para divulgação da biografia, com postagens batendo recordes de curtidas e compartilhamentos. Em uma das publicações, a editora mostra em vídeo o processo de impressão do livro. Já em outra postagem, a Faro exibe o primeiro exemplar pronto. Segundo a editora, para dar conta de todos os pedidos, a gráfica está trabalhando 24 horas por dia. No YouTube, foram publicados dois booktrailers, como são chamados os vídeos que mostram um pouco do conteúdo da obra.

Biografia traz capa com efeito holográfico. Reprodução/vídeo/Faro Editorial

Em outra postagem da Faro, são explicados alguns detalhes técnicos relativos à produção da biografia. Ao contrário da versão alemã, a edição nacional traz uma capa com efeito holográfico, que protege contra riscos e arranhões. O livro é costurado e utiliza papel offset Lux Cream de 90g para a parte textual e papel couchê de 150g para a parte de fotos, o que dá mais qualidade às imagens.

A divulgação da biografia nas redes sociais tem feito tanto sucesso que a editora encomendou cinco camisetas alusivas ao clipe de Take on Me e as sorteou entre todos aqueles que compraram o livro pelo site da Saraiva e que responderam a duas perguntas (veja aqui). “Felicidade sem medidas”, afirmou a fã Emi Rezende, de Salvador (BA), uma das ganhadoras. Sobre a expectativa em relação à biografia, ela diz: “Desde quando soube que seria lançado em português, começou minha ansiedade”.

Conforme divulgamos aqui, o prefácio de My Take on Me foi escrito pelo jornalista Rodrigo Rodrigues. Por também ser músico e autor da própria Faro Editorial, ele recebeu o convite para fazer a apresentação da obra. Em entrevista ao a-ha Notícias, ele conta que conheceu o a-ha em meados dos anos 80 e que virou fã quando ganhou de presente uma coletânea. “Um amigo gravou pra mim uma fita K7 com as melhores músicas da banda até então. Talvez eu tenha guardada até hoje. Literalmente, gastei de tanto ouvir”.

Camiseta sorteada pela editora. Divulgação/Faro Editorial

Apesar de acompanhar o a-ha há muito tempo, ele nunca foi a um show do grupo. “Fui em dois dias no Rock in Rio de 1991, 20 e 23 de janeiro, mas o a-ha só tocou no dia 26”, lembra. Ao ser questionado sobre o seu disco favorito, ele diz na lata: “Stay on These Roads. O álbum foi lançado em 1988 com as músicas que abriam a minha fita de estimação. You Are the One me pegou de jeito. Eu estava aprendendo violão na época e tocava essa sem parar”, recorda.

Como músico, Rodrigo tem uma banda chamada Soundtrackers, que toca apenas trilhas de filmes. Sobre uma canção favorita do a-ha, ele conta: “Difícil escolher uma música de uma banda com tantos hits. Alguns discos até parecem coletâneas. Gosto muito de The Living Daylights, que toco com os Soundtrackers, trilha de 007, mas acho que a minha preferida mesmo é Take on Me. A primeira a gente nunca esquece. Não por acaso dá título ao livro, né?”.

Saiba mais:
Biografia de Morten em pré-venda na Saraiva
Biografia de Morten será lançada no Brasil em 2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

Esgotados os ingressos para a gravação do acústico

Øygardshallen, local escolhido para as duas noites de apresentação. Foto: Divulgação

Trinta minutos. Esse foi o tempo que levou para que todos os ingressos destinados à gravação do acústico do a-ha na Noruega, nos dias 22 e 23 de junho, acabassem. Como esperado, as duas apresentações serão realizadas na pequena ilha de Giske, no oeste do país, em um espaço de eventos chamado Øygardshallen. O local faz parte do mesmo grupo que administra o estúdio Ocean Sound Recordings, situado a cerca de 50 metros dali e do qual falamos em outra postagem aqui do blog.

“Vimos que pessoas de todo o mundo compraram ingressos”, afirmou o gerente do estúdio, Terje Erstad, em entrevista à rede NRK. Segundo ele, entre os sortudos que garantiram entradas há fãs do Brasil, EUA, Alemanha e Japão. Para cada noite foram vendidos 250 bilhetes.

O alto preço das entradas foi muito criticado por fãs nas redes sociais. Um ingresso para uma apresentação estava custando 4 mil coroas norueguesas, o equivalente a pouco mais de R$ 1.400. Já quem comprou o tíquete duplo, que dá direito às duas noites de show, precisou desembolsar 6 mil coroas norueguesas, ou R$ 2.200. As vendas foram realizadas nessa segunda-feira (8) pelo site tikkio.com.

“Uma grande produção para um pequeno grupo de pessoas”, afirmou à NRK o empresário do a-ha, Harald Wiik, ao justificar o valor dos ingressos. As duas apresentações, segundo ele, serão as mais intimistas que a banda já fez em toda a carreira. Além disso, ele diz, será a primeira vez que o grupo fará um show inteiramente acústico.

Visão interna do estúdio Ocean Sound Recordings. Foto: Johannes Lovund

O ingresso dá direito, além da apresentação, a transporte e acesso a uma festa exclusiva após o show. Também será possível percorrer o Øygardshallen e conhecer de perto o processo de produção do acústico.

As duas apresentações estão marcadas para as 20h, mas pode haver atrasos devido à complexidade na realização do evento. De acordo com Terje Erstad, a gravação do acústico - que dará origem a um CD/DVD no final do ano - também será parte do documentário que contará a história do a-ha, ainda em fase de produção (saiba mais).

A banda de apoio escalada para as duas noites será formada pelos noruegueses Karl Oluf Wennerberg (bateria), Even Ormestad (baixo), Morten Qvenild (piano), Tove Margrete Erikstad (violoncelo), Madeleine Ossum (violino) e Emilie Heldal Lidsheim (violino). Também faz parte do projeto o produtor e multi-instrumentista Lars Horntveth.

Saiba mais:
Álbum acústico pode ser gravado em ilha remota
Turnê acústica terá só 13 shows. Brasil fica de fora
Londres entra na lista de shows da turnê acústica
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Biografia de Morten em pré-venda na Saraiva

Um ano após ser lançada na Alemanha, a biografia de Morten, My Take on Me, finalmente será lançada no Brasil. A editora Faro Editorial anunciou nesta sexta-feira (5) que o livro está em pré-venda no site da Livraria Saraiva, com previsão de lançamento para o final deste mês, provavelmente no dia 20 de maio. Quem comprar pela internet, garante a editora, receberá a obra antes que ela chegue às lojas do país e ainda ganhará de brinde um pôster exclusivo do a-ha.

A edição nacional da biografia terá 288 páginas (ao contrário das 256 da alemã) e virá em capa dura. O prefácio, ao que tudo indica, foi escrito pelo músico e jornalista Rodrigo Rodrigues, autor de livros como o Almanaque da Música Pop no Cinema. “No Reino da Noruega, Morten Harket é considerado o maior artista da história do país escandinavo. E o a-ha, claro, a maior banda”, escreve Rodrigo.

“Neste livro você vai saber como um garoto de subúrbio, que sofria bullying na escola, virou o frontman do grupo que fez sucesso mundial com o synthpop romântico e marcou a cena musical da década de 1980 [...] O jovem que era conhecido por sonhar acordado na Noruega mudou para a Inglaterra e virou realidade: Morten Harket, umas das vozes mais respeitadas e invejadas do meio artístico, revela aqui mais que sua arte”, completa Rodrigo em texto publicado pela Saraiva.

A Faro Editorial, que no ano passado revelou o interesse de lançar a biografia com a presença de Morten, não informou até agora se as negociações para trazer o vocalista avançaram. Com a gravação do acústico do a-ha na Noruega, prevista para os dias 22 e 23 de junho, as chances dele vir ao Brasil tornam-se, infelizmente, menores.

Em sua página no Facebook, a Faro vem divulgando erroneamente que esta é uma autobiografia do a-ha. A editora já foi alertada do erro, mas não corrigiu a informação, presente em quatro diferentes postagens. A capa do livro, inclusive, sofreu mudanças em relação à edição alemã, com a inclusão do nome da banda junto ao de Morten.

Saiba mais:
Biografia de Morten será lançada no Brasil em 2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Álbum acústico pode ser gravado em ilha remota

Foto: Johannes Lovund

Uma foto postada pelo a-ha nas redes sociais, na última segunda-feira (24), levantou rumores de que a banda gravará o álbum acústico em uma remota ilha norueguesa. A imagem mostra o estúdio Ocean Sound Recordings, localizado em Giske, no oeste do país. A foto foi tirada pelo norueguês Johannes Lovund para o site do próprio estúdio.

Em entrevista ao site da NRK, o gerente da Ocean Sound, Terje Erstad, confirmou que o a-ha reservou algumas semanas no estúdio no mês de junho, mas que até agora sabe pouco sobre o que realmente vai acontecer. “Para nós é uma ótima ideia eles virem para Giske”.

“No fim do mundo, à beira-mar, encontra-se a mais incrível experiência de gravação da Europa”, traz o site da Ocean Sound, que define-se como “um lugar sempre inspirador”. Construído em 2009, o estúdio tem espaço para apenas 100 pessoas. Se de fato o a-ha gravar lá o acústico, a disputa pelos poucos ingressos será bem acirrada.

Saiba mais:
Turnê acústica terá só 13 shows. Brasil fica de fora
Londres entra na lista de shows da turnê acústica
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Turnê acústica terá só 13 shows. Brasil fica de fora

Apenas cinco países europeus serão contemplados com a série de shows

Depois de muita expectativa por parte de fãs em todo o mundo, o a-ha confirmou nesta quarta-feira (19) que todas as 13 datas da turnê acústica foram anunciadas. O Brasil, portanto, está fora da série de shows programados para janeiro e fevereiro de 2018. A notícia pegou muita gente de surpresa, já que a divulgação de novas datas era dada como certa. Apenas cinco países europeus terão a oportunidade de receber a turnê: Alemanha, Noruega, Áustria, Suíça e Inglaterra.

O a-ha também anunciou mais detalhes sobre a gravação ainda este ano do CD/DVD acústico. Serão apenas duas apresentações, e não mais quatro, nos dias 22 e 23 de junho, ambas na Noruega. Apenas uma quantidade muito limitada de ingressos será vendida - algo em torno de 300 para cada dia, segundo o empresário da banda, Harald Wiik. O mês de lançamento do CD/DVD está mantido: novembro de 2017.

Saiba mais:
Londres entra na lista de shows da turnê acústica
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

sábado, 1 de abril de 2017

Londres entra na lista de shows da turnê acústica

Banda durante ensaio para o acústico em estúdio de Oslo. Foto: Twitter/a-ha.com

Mais uma cidade foi incluída na turnê 2018: Londres. A apresentação na capital inglesa será no dia 14 de fevereiro, na arena The O2, e será a única a ser realizada no Reino Unido. Com o anúncio, agora já são 13 shows confirmados, sendo oito na Alemanha, dois na Noruega, um na Áustria e um na Suíça. No Instagram, o baterista Karl divulgou um trechinho de The Living Daylights durante os ensaios em um estúdio de Oslo. Em entrevista ao site oficial do a-ha, Morten declarou que a ideia de fazer um acústico foi muito discutida na banda nos últimos 15 anos. “Terminamos não fazendo por várias razões”, disse o vocalista.

Datas confirmadas até agora da turnê acústica 2018

23 de janeiro - Stuttgart, Alemanha (Schleyerhalle)
24 de janeiro - Frankfurt, Alemanha (Festhalle)
26 de janeiro - Hannover, Alemanha (TUI Arena)
27 de janeiro - Leipzig, Alemanha (Leipzig Arena)
29 de janeiro - Berlim, Alemanha (Mercedes Benz Arena)
30 de janeiro - Hamburgo, Alemanha (Barclaycard Arena)
02 de fevereiro - Viena, Áustria (Stadthalle)
03 de fevereiro - Munique, Alemanha (Olympiahalle)
05 de fevereiro - Zurique, Suíça (Hallenstadion)
06 de fevereiro - Colônia, Alemanha (Lanxess Arena)
09 de fevereiro - Oslo, Noruega (Oslo Spektrum)
10 de fevereiro - Oslo, Noruega (Oslo Spektrum)
14 de fevereiro - Londres, Inglaterra (The O2)

Saiba mais:
Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

terça-feira, 28 de março de 2017

Anunciados mais dois shows da turnê acústica 2018

Lars Horntveth, Even Ormestad e Paul durante ensaio. Foto: Twitter/a-ha.com

O a-ha anunciou no último domingo (26) mais duas datas da turnê acústica 2018. A banda tocará na arena Oslo Spektrum, na Noruega, nos dias 9 e 10 de fevereiro. Serão os únicos shows no país dentro da turnê, que até o momento conta com 12 apresentações confirmadas.

Até agora, o grupo não divulgou detalhes dos quatro shows que serão realizados ainda este ano para a gravação do CD/DVD acústico. O que se sabe apenas é que eles ocorrerão entre os dias 26 e 30 de junho.

Na última semana, o a-ha se reuniu em estúdio para ensaiar algumas músicas. “Estamos começando a ver o que tocaremos para o acústico”, afirmou Paul em entrevista ao site oficial. Segundo ele, a banda está tentando analisar todos os álbuns para verificar quais as canções que se encaixam no formato. Mags, em outra entrevista, disse que o grupo está ensaiando não apenas antigos sucessos, como também músicas que não são tocadas ao vivo há muito tempo e ainda canções novas.

Os ensaios estão sendo realizados no estúdio do produtor norueguês Lars Horntveth, em Oslo. Ele já havia trabalhado com o a-ha no último álbum da banda (Cast in Steel), onde foi o responsável pelos arranjos de orquestra de Under the Makeup e da própria faixa-título.

Datas confirmadas até agora da turnê acústica 2018

23 de janeiro - Stuttgart, Alemanha (Schleyerhalle)
24 de janeiro - Frankfurt, Alemanha (Festhalle)
26 de janeiro - Hannover, Alemanha (TUI Arena)
27 de janeiro - Leipzig, Alemanha (Leipzig Arena)
29 de janeiro - Berlim, Alemanha (Mercedes Benz Arena)
30 de janeiro - Hamburgo, Alemanha (Barclaycard Arena)
02 de fevereiro - Viena, Áustria (Stadthalle)
03 de fevereiro - Munique, Alemanha (Olympiahalle)
05 de fevereiro - Zurique, Suíça (Hallenstadion)
06 de fevereiro - Colônia, Alemanha (Lanxess Arena)
09 de fevereiro - Oslo, Noruega (Oslo Spektrum)
10 de fevereiro - Oslo, Noruega (Oslo Spektrum)

Saiba mais:
a-ha anuncia álbum acústico ao vivo e nova turnê

quinta-feira, 23 de março de 2017

Em entrevista, Paul fala da dificuldade em gravar álbum no a-ha e comenta sobre o disco acústico

Foto: Krister Sørbø/VG

Paul deu entrevista na última semana ao blog SuperDeluxeEdition, especializado em música e na análise de edições de álbuns especiais. De sua casa no Brooklyn, em Nova York, ele falou sobre o difícil processo de gravação de um álbum do a-ha (“Há muita política envolvida”) e fez suspense sobre o disco acústico da banda, previsto para este ano. Paul também falou sobre o projeto Waaktaar Zoe, cujo álbum World of Trouble foi lançado no dia 24 de fevereiro, e confirmou para muito em breve o lançamento das versões de luxo do Minor Earth Major Sky (2000) e Lifelines (2002). Confira abaixo os principais trechos da entrevista dada a Paul Sinclair, editor do blog.

Eu li que Open Face (penúltima faixa do World of Trouble) quase entrou no Cast in Steel, isso é verdade?

Sim, porque os dois álbuns foram praticamente simultâneos [...] Quando escrevo eu não penso que isso tem que ser para aqui ou para ali. Então, há algumas músicas do último álbum do a-ha, Under the Makeup, Cast in Steel e Open Face, que Zoe cantou primeiro. Ainda estou pensando qual é a melhor versão. Depende do seu gosto. Elas têm uma vibração diferente.

Então você está dizendo que existe uma versão finalizada pelo a-ha de Open Face em alguma prateleira por aí, ou ela não foi concluída?

Er... Estou tentando lembrar o que aconteceu. O processo de gravação de um álbum do a-ha fica cada vez mais difícil à medida que avançamos. Há muita política envolvida...

Bem, eu ia lhe perguntar sobre isso, pois eu acho que um dos atrativos de fazer esse disco - corrija-me se eu estiver errado - é que alguém jovem e em início de carreira deve ser mais estimulante e emocionante, que diz ‘sim’ a coisas mais que os seus companheiros de banda no a-ha.

Sim. [pausa] Você sabe, é uma coisa muito diferente. O a-ha está na estrada há muito tempo e há muitos objetivos conflitantes. E nós vivemos em países diferentes, por isso é um pouco difícil ter de volta a sincronia em cada álbum e esse processo, para mim, está muito longe do final criativo das coisas, de forma que fica cada vez menos interessante. Então eu acho que muitas vezes eu mostro coisas [músicas] e se elas não entram no álbum eu não vou lutar com unhas e dentes para colocá-las mais lá.

Foto: Paal Kvamme/Aftenposten

They To Me And I To Them (sexta faixa do World of Troubleé uma canção muito antiga, não é mesmo? O que fez você tirar a poeira e colocá-la no álbum?

Sim, e isso acontece na maioria dos álbuns em que estive envolvido, seja no Savoy ou no a-ha e até antes disso, nos Bridges. É engraçado como as músicas estão ao redor e de repente chega o momento delas. Às vezes quando começo um álbum eu desenterro antigos cadernos e você descobre coisas e pensa ‘isso é legal’, daí você consegue material novo vindo daí [...]

Esse é o início de uma nova e longa colaboração ou apenas um projeto único?

Bem... nós realmente não pensamos em nada além desse (disco). Eu tenho muita música nova que estou trabalhando - tenho um álbum do Savoy que está terminado, masterizado e que sairá em setembro, então esse seria o próximo. E o a-ha está fazendo um álbum acústico neste verão e estou trabalhando em novo material que eu não sei exatamente para onde vai...

Sobre o a-ha.. Eu li em um site um tempo atrás a respeito da turnê acústica. Será uma espécie de álbum de estúdio em formato acústico?

Ainda não decidimos nada sobre isso. Sabemos apenas que faremos algo acústico [risos].

Eu li uma entrevista recentemente onde você diz que não estava muito feliz com alguns recentes lançamentos do a-ha. O que você quis dizer com isso?

É principalmente o processo no qual nós mesmos nos inserimos, que parece ser desnecessariamente árduo. Eu acho que tentamos nos encontrar cada vez que fazemos um disco, mas fica complicado. E com o último álbum (Cast in Steel) não passamos muito tempo juntos no estúdio, o que eu não gosto de forma alguma. Acaba sendo um monte de gente diferente fazendo coisas diferentes em lugares diferentes [...]

Foto: Paal Kvamme/Aftenbladet

O problema é que há muitos produtores, muitos compositores? Antigamente você escrevia boa parte das músicas e uma pessoa geralmente produzia o álbum. Existem muitas pessoas tentando influenciar os elementos criativos?

Sim, mas eu não me incomodo com discussões ou disputas enquanto estamos em um mesmo espaço. Você quer ouvir uma música dessa forma? Então vamos tocá-la agora mesmo, aqui. Depois a gente toca do meu jeito e você vai ouvi-la na mesma hora, ao invés de se transformar em um interminável vai e volta, com outras cinco pessoas... acaba virando mais uma coisa política. Portanto, eu gosto de manter o cara a cara e quaisquer opiniões que as pessoas tenham, que tenham no mesmo espaço. Era assim como fazíamos no início e, embora tivéssemos os mesmos argumentos naquela época, pelo menos a gente terminava de uma forma onde todos ficavam satisfeitos.

Isso significa que outro álbum de estúdio do a-ha é algo improvável?

É sempre provável. Você sabe que não há menos talento agora do que antes, então precisamos nos forçar a trabalhar juntos. Precisamos voltar para um estúdio, um produtor e lá martelar.

E qual é a ideia por trás dessa turnê acústica? Fazer algo apenas um pouco diferente sob a bandeira a-ha?

Nossas músicas costumam ser feitas no violão ou em piano acústico, então elas são sempre muito bem transformadas para qualquer forma que você queira dar - e isso tem sido algo que as pessoas diriam: ‘Vocês deveriam fazer um álbum acústico’.

Isso significa que vocês vão tocar em lugares menores, mais intimistas?

Até agora parece que vai ser do mesmo tamanho [normal], portanto será um desafio.

Podemos esperar pelo relançamento do Minor Earth Major Sky e Lifelines em um futuro não muito distante?

Sim.

Minor Earth Major Sky foi o álbum de 'retorno' de vocês. Como você analisa esse disco?

Eu tenho ótimas recordações desse álbum. Um período bom, muito material. Deve haver algumas boas gravações nesses lançamentos. Lifelines foi um pouco mais trabalhoso. Tentamos trabalhar com cinco ou seis produtores diferentes, de modo que esse foi o primeiro álbum onde tudo estava espalho em vários lugares diferentes. O lado bom disso é que você acaba com toneladas de diferentes versões e gravações que você pode usar em um relançamento.

terça-feira, 14 de março de 2017

The Voice contará com a experiência de Morten

Foto: Dagsavisen

Morten será um dos mentores da próxima temporada do The Voice na Noruega. O vocalista, que fez o anúncio em um vídeo publicado no Instagram do a-ha, terá como missão identificar talentos e guiá-los durante a competição, exibida no país nórdico pelo canal TV2. “Existe muito talento não descoberto por aí”, declarou Morten. O diretor do programa, Jarle Nakken, declarou estar contente com a participação de Morten, “dono de uma das melhores vozes do mundo” e referência na indústria fonográfica norueguesa. Em 2012, na primeira temporada do The Voice, Magne participou também como mentor. O time dele, representado na final pelo jovem Martin Halla, foi o grande vencedor.

ÁLBUM - Foi lançado no último dia 24 de fevereiro o álbum World of Trouble, o primeiro de Waaktaar & Zoe, projeto paralelo de Paul. O disco está disponível nos formatos CD e vinil (nas cores azul, violeta e preto) e pode ser adquirido pelo site da gravadora Drabant Music, que entrega em qualquer lugar do mundo. O álbum também já consta em plataformas de música como Spotify, iTunes e Tidal (confira aqui).

ENTREVISTA - Mags foi capa da revista semanal Krigsropet, publicada na Noruega pelo Exército de Salvação. Em uma longa entrevista de seis páginas, ele fala sobre o parque de esculturas Imprints, inaugurado em junho do ano passado na região de Fornebu, próximo à capital Oslo. O conteúdo está disponível na íntegra no site da revista (em norueguês).