sexta-feira, 8 de maio de 2020

Mags homenageia músico com gravação de cover

Foto: lepaixx/Reprodução/Twitter

Mags divulgou hoje em sua conta no Instagram uma versão cover que fez da música Troubled Times, uma homenagem ao cantor e compositor americano Adam Schlesinger, antigo membro da banda de rock alternativo Fountains of Wayne. Adam morreu no dia 1º de abril, aos 52 anos, por complicações causadas pelo novo coronavírus (Covid-19).

“Como um pequeno presente para vocês, gravei os vocais para a minha versão de Troubled Times, minha homenagem ao Fountains of Wayne e à perda de um de seus compositores”, escreveu Mags.

O tecladista disse que gostou muito do resultado e que pode vir a lançar a canção como single, caso haja uma boa repercussão. Para produzir a faixa, ele contou com a ajuda do norueguês Morten Qvenild.

As imagens do vídeo postado por Mags foram feitas por ele mesmo. “Ontem fiz um passeio pela floresta e registrei alguns vídeos e fotos do inegável milagre da primavera que acontecia à nossa volta”. A edição ficou por conta do filho Thomas Vincent. “Andando pela floresta, percebi o efeito calmante da natureza nos últimos dois meses”.

Mags diz que planeja fazer um novo vídeo, desta vez unindo imagens captadas pelos seus fãs. “Seria uma espécie de documento dos tempos difíceis que vivemos juntos”, disse em referência ao nome da canção.

“Algo esperançoso para o futuro, algo significativo e/ou importante ao seu redor que o ajudou a lidar. Poderia ser uma coisa bem legal, não? Bem, deixem-me saber o que vocês pensam. E, nesse meio tempo, aproveitem a música e o vídeo”, finalizou o tecladista.

A versão original de Troubled Times foi lançada pela banda Fountains of Wayne em 1999 no álbum Utopia Parkway. Para ouví-la, clique aqui.

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sábado, 2 de maio de 2020

Local onde foi filmado clipe do a-ha pede doações

Reprodução/Twitter/Landmark Arts Centre


O Centro de Artes Landmark, na Inglaterra, que até os anos 90 era uma catedral abandonada, está pedindo ajuda para manter o espaço funcionando. O local, situado na região de Teddington, no sudoeste de Londres, é o mesmo onde o a-ha gravou o clipe de The Sun Always Shines on TV, em outubro de 1985.

Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o centro precisou fechar as portas temporariamente, ficando assim sem nenhuma receita. Para tentar contornar a situação, foi criada uma campanha online para arrecadar recursos.

“Em 1995, o Centro de Artes Landmark foi criado, trazendo vida nova a uma antiga igreja abandonada após uma campanha de 10 anos realizada por moradores para salvar o edifício singular como um espaço de artes da comunidade”, explica a página da campanha.

“Agora, o Landmark está novamente ameaçado, desta vez por conta do fechamento forçado devido ao Covid-19. A gente não recebe nenhum financiamento básico, captando quase todos os nossos recursos por meio de nossas atividades, todas interrompidas. Precisamos da sua ajuda com urgência para apoiar nossos principais custos nos próximos meses”, completa.

Pelo Twitter, o centro de artes marcou o perfil do a-ha pedindo apoio à causa.

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sábado, 25 de abril de 2020

Canal no YouTube transmite show do Rock in Rio II

Reprodução/A-ha South America

Na onda das lives, que têm sido realizadas em todo o mundo devido ao isolamento imposto pela pandemia do novo coronavírus, o canal brasileiro no YouTube A-ha South America transmite neste sábado (25) o show da banda no Rock in Rio II. “É uma chance de reunir fãs de diferentes partes do mundo em um só lugar ao mesmo tempo, através do maior show da história da banda e do festival”, informa o canal na descrição da live. A transmissão está marcada para as 21h. “Será um momento único e especial para todos”, completa.

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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Álbum Minor Earth Major Sky completa 20 anos

Capa do álbum

O álbum Minor Earth Major Sky acaba de completar 20 anos. Lançado na Noruega no dia 14 de abril de 2000, o sexto trabalho de estúdio do a-ha marcou o retorno oficial da banda após sete anos sem o lançamento de um disco. E a volta não poderia ter sido melhor. O álbum alcançou disco de platina na Noruega e na Alemanha e disco de ouro na Áustria, Espanha e Suíça.

A decisão de reativar o a-ha surgiu após a banda receber um convite para se apresentar pela primeira vez no Prêmio Nobel da Paz. No dia 4 de dezembro de 1998, em Oslo, o grupo surpreendeu o mundo ao aparecer no evento depois de quatro anos sem dar notícias. “Foi divertido estar no palco juntos novamente”, disse Paul em entrevista à revista alemã Mucke und Mehr.

Na ocasião, o trio tocou duas canções: The Sun Always Shines on TV e a então inédita Summer Moved On, composta por Paul especialmente para aquela apresentação. Foi o suficiente para que ele, Morten e Mags retomassem todo o entusiasmo pelo a-ha.

Pouco tempo depois, ainda no início de 1999, eles começaram a gravar as primeiras demos. Tudo de forma muito natural. “Elas não foram planejadas”, declarou o guitarrista. “Aconteceu porque queríamos fazer. Quando nos conectamos, fazemos a música do a-ha, independentemente das circunstâncias”, completou. “No começo, não sabíamos como seria o álbum. Apenas começamos”, disse Morten.

Em julho de 1999, a banda assinou, enfim, um contrato internacional com a WEA alemã. “Nós não nos reunimos com a premissa de que queríamos simplesmente gravar. Queríamos ver se um álbum poderia ser criado”, afirmou Paul.

“É divertido estar de volta. Se tivéssemos feito um álbum constrangedor, eu não estaria aqui hoje”, declarou Mags na coletiva de imprensa que anunciou para o mundo o Minor Earth Major Sky. O evento foi realizado em Paris na noite do dia 16 de março de 2000 e reuniu cerca de 200 jornalistas de todos os cantos do planeta.

Durante a coletiva, o grupo falou da contribuição dada por cada membro para que o álbum pudesse sair. “Todos os três trabalharam de cada lado e escreveram suas próprias músicas para o disco”, disse Morten em entrevista ao jornal norueguês Dagbladet. “Primeiro gravamos três álbuns para cada um de nós. Então nos encontramos e costuramos juntos”, declarou Paul.

Na mesma entrevista, Mags também falou do clima favorável dentro e fora da banda. “Há uma boa vontade ao nosso redor que não me lembro de ter tido antes. Recuperamos nossa fé e a gravadora nos dá prioridade. Parece um sonho”, afirmou.

Capa do single de Summer Moved On

O Minor Earth Major Sky foi gravado em quatro estúdios diferentes: dois na Noruega (Rainbow e Lydlab Studios), um na Alemanha (Boogie Park Studios) e outro nos EUA (The Alabaster Room). A produção do álbum ficou por conta dos alemães Boogieman e Roland Spremberg, com co-produção do norueguês Kjetil Bjerkestrand (em parceria com a banda) e finalização do engenheiro e produtor britânico Niven Garland.

Segundo Mags, o Minor Earth Major Sky começou como nos velhos tempos. “Paul e eu fizemos as demos em Nova York com muitos sintetizadores e achamos que estávamos indo bem, mas subitamente Paul ficou em pânico com o som. Ele achou que esse tipo de som mais retrô com muito sintetizador poderia arruinar a reputação que ele conseguiu com o Savoy sendo uma banda indie e então se iniciou uma longa e frustrante rodada. Isso foi antes dos alemães (os produtores enviados pela WEA alemã) entrarem em cena”, afirmou Mags no livro The Swing of Things (2010).

“Eles (os produtores) fizeram um trabalho muito bom em Summer Moved On, mas no restante do disco eles tiveram que trabalhar com uma banda que simplesmente não conseguia concordar com nada. Mas a gravação foi boa do jeito que deu para ser”, disse o tecladista.

Para Paul, o Minor Earth Major Sky ainda tem muito a oferecer, mesmo tendo sido muito modificado pelos produtores alemães. “O álbum soava muito bem até então. Apesar disso, tem muita coisa nele que eu gosto”, afirmou o guitarrista no mesmo livro.

A melhor coisa sobre o disco, segundo Paul, foi o fato dele ter sido concluído relativamente rápido. “Conseguimos praticamente finalizar o álbum inteiro antes de irmos para a gravadora. Nós tínhamos todas as canções prontas. A notícia ruim foi que a gravadora achou que o álbum deveria ser mais comercial e então eles enviaram uns produtores alemães para remixá-lo. Algumas arestas foram polidas aqui e alí, mas o núcleo se manteve intacto”, conta.

“Magne veio para Nova York e conseguimos finalizar as canções em dez dias. Nós fizemos uma canção por dia. Finalizamos oitenta por cento das canções e então os produtores remixaram elas para torná-las mais dançantes, mas antes disso tudo foi um processo muito bom de se fazer. Magne e eu escrevemos riffs para as canções como nos velhos tempos”, declarou o guitarrista.

Uma das músicas incluídas no Minor Earth Major Sky foi Velvet, composta por Paul e por sua esposa Lauren. A canção foi originalmente lançada por eles no álbum Mary is Coming (1996), da banda Savoy. Com o a-ha, ganhou novos arranjos e os vocais de apoio de Simone Larsen, do grupo norueguês D'Sound. “Velvet é uma pérola. Falo da música em si e não da nossa gravação”, afirmou Mags.

Capa do single de Minor Earth Major Sky

Outro destaque do álbum é a canção I Wish I Cared, composta pelo tecladista e que originalmente se chamaria Life's Not Fair. “I Wish I Cared era boa até eu alterar a letra seguindo o conselho do Paul e da Lauren. Eles achavam que a canção era muito pretensiosa. Me sinto um pouco arrependido de ter dado ouvido a eles”, lamentou Mags.

Paul, por sua vez, explicou o porquê de ter alterado a letra. “Quando Morten cantava Life's Not Fair em falsete soava um pouco exagerado, dramático. Nossa sugestão, I Wish I Cared, deu a letra um ângulo totalmente diferente”, pontuou o guitarrista. Em novembro de 2000, a canção ganhou um clipe feito exclusivamente para a internet, sendo um dos primeiros a utilizar animação em flash.

A sétima faixa do disco, The Company Man, teve como inspiração Andrew Wickham, ex-vice-presidente de A&R (Artistas e Repertório) da Warner Bros. Foi Andy, como ele era chamado, quem assinou o contrato com o a-ha em dezembro de 1983. “Mais uma vez, eu tinha pego pesado e Paul baixou um pouco o tom da letra com uma boa ajuda do Morten no processo. A eterna moderação baseada em motivos comerciais”, explicou Mags.

No livro, Paul também falou das mudanças feitas pelos produtores em algumas de suas músicas. “Das minhas canções, I Won't Forget Her é a mais sem graça. Ela deveria ser um blues, mas acabou se transformando em um tipo de pop meloso nas mãos dos produtores. The Sun Never Shone That Day é legal. O álbum tem algumas canções mais simples, mas o restante é formado por puros clássicos”.

Mas o grande destaque mesmo do Minor Earth Major Sky é a quarta faixa, Summer Moved On. Primeiro single do álbum, a canção é o maior símbolo do retorno triunfal do a-ha ao mundo da música. “O primeiro single é muito importante porque expressa muito, especialmente após um intervalo tão longo”, afirmou Mags à revista alemã Mucke und Mehr.

Lançada nas rádios europeias em fevereiro de 2000, Summer Moved On logo se tornou hit em grande parte do continente, alcançando o primeiro lugar das paradas na Noruega e na Polônia. E foi com ela que Morten acabou conquistando um recorde por segurar uma nota por incríveis 20,2 segundos. “A música é sobre a força do sol”, disse Paul na mesma entrevista.

Segundo o guitarrista, a partir do Minor Earth Major Sky Morten teve a possibilidade de cantar de uma maneira diferente, pois agora ele estava envolvido com textos e composições. “Isso exige mais se você estiver envolvido. Não é sobre como os vocais soam, mas tem que transmitir o sentimento da música e expressar a atmosfera. Estamos todos escrevendo músicas agora, o que faz a voz de Morten parecer diferente das antigas músicas do a-ha, mas estamos muito felizes com isso”.

Capas dos singles de Velvet e The Sun Never Shone That Day

Sobre o clipe de Summer Moved On, gravado na cidade de Cádiz, no sul da Espanha, Mags declarou: “É sobre um mundo escuro e onde o sol sai por um curto período de um dia, e é claro que todos estão esperando por ele. Achamos que o vídeo se encaixa bem na música”. 

E completou: “Não queríamos ter um clipe generosamente produzido como um vídeo de retorno, o que também pode sair pela culatra devido à história da banda. Nosso foco principal não é nos videoclipes, mas na música. Os clipes costumavam ser mais importantes para nós”.

Estima-se que o Minor Earth Major Sky tenha vendido algo em torno de 2,5 milhões de cópias em todo o mundo. Em apenas quatro semanas de lançamento, foram 500 mil cópias. “Essa é uma conquista muito importante, porque significa que há gente nova ouvindo o a-ha hoje”, disse Mags em entrevista à CNN.

“Fizemos o melhor disco possível”, afirmou Morten à revista Mucke und Mehr. “Um álbum é uma coisa boa, mas como uma banda você só fica feliz quando pode subir no palco para tocar sua música na frente de muitas pessoas”, disse o vocalista.

Mags seguiu na mesma linha de raciocínio. “Estou muito feliz por termos feito este disco e realmente lançado o melhor álbum possível no momento. Mas acho que podemos fazer ainda melhor, em um disco diferente, em um momento diferente. Para nós, todo disco que fizemos é um reflexo do tempo deles”, afirmou o tecladista à revista alemã.

domingo, 12 de abril de 2020

Confinados em casa, músicos franceses tocam Take on Me para apoiar profissionais da área da saúde

Reprodução/YouTube

Cinco músicos franceses gravaram um vídeo como forma de apoio aos profissionais da saúde que têm atuado no enfrentamento ao novo coronavírus. Confinados em casa, eles decidiram tocar Take on Me e, assim, transmitir energia positiva e dar forças às equipes que trabalham todos os dias ao lado de pacientes com Covid-19.

Pierre Désole, Laurent Dupéré, Sébastien Jean e Laurent Malet são trompetistas na Orquestra Nacional de Bordeaux Aquitaine. Já Véronique Léger-Poulin é uma pianista de Bordeaux que trabalha no Conservatório Nacional de Música de Lyon.

“Cada um de nós gravou nossa parte em nossos telefones apenas ouvindo a trilha sonora e depois agrupamos tudo”, explicou Pierre Désole em entrevista ao site francês SudOuest.

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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Novo livro sobre o a-ha é oficialmente lançado

Reprodução/YouTube

Foi lançado esta semana o livro a-ha: Down to the Tracks, do escritor e crítico musical Barry Page. A obra, que tem 398 páginas, cobre toda a carreira da banda e também os projetos solo de Morten, Paul e Mags, mostrando cada álbum em detalhes faixa a faixa. O livro já pode ser encomendado desde segunda-feira (6) pelo site da editora inglesa This Day in Music Books e desde ontem (9) pelo site britânico da Amazon.

Esta primeira edição de a-ha: Down to the Tracks acompanha como brinde um vinil com a canção inédita Miss Eerie, também conhecida como The Juicy Fruit Song, uma faixa demo gravada pelos Bridges no início de 1981 e considerada a versão embrionária de Take on Me.

Recentemente, o site do jornal escocês Sunday Post e o canal brasileiro no YouTube A-ha South America publicaram ótimas entrevistas com Barry Page. Confira logo abaixo algumas das melhores perguntas.

Qual é a sua bagagem?

Eu tenho um grande interesse pela música desde a adolescência e uma vez co-gerenciei uma loja de música. Eu também escrevi para várias revistas de música.

Por que você decidiu escrever um livro sobre o a-ha?

Eu escrevi uma série de artigos longos sobre o a-ha, que era uma das minhas bandas favoritas em meados dos anos 80, e enviei um para o guitarrista Pål Waaktaar-Savoy. Para minha surpresa, ele adorou. Isso me levou a escrever as notas principais de um álbum de 2018 da banda anterior dele e de Magne Furuholmen, Bridges, que estava definhando nos cofres desde 1981. Então propus este livro.

Como você descreveria o a-ha?

Como eu faria com seus vizinhos escandinavos, o ABBA. Eles são uma banda altamente talentosa que produz música pop clássica, mas com uma melancolia subjacente que tem apelo universal.

Qual é sua música favorita?

Essa é uma pergunta difícil, mas eu vou com Scoundrel Days, que evoluiu de uma ótima música dos Bridges intitulada The Leap. Eu adoro tudo sobre ela, desde a estranha introdução ao estilo de John Carpenter, até as letras com influências de Kafka e o refrão crescente que se tornou uma espécie de assinatura para a banda. Seria um ótimo single, mas o lançamento de seu tema para (o filme) The Living Daylights (no Brasil, 007 Marcado para a Morte) certamente teve prioridade.

Reprodução/YouTube

De onde surgiu a ideia para o nome do livro?

O título vem da letra de Early Morning (Ran the whole way / Down to the tracks / Through the doorway / Then a last look back). Era originalmente um subtítulo no capítulo sobre o álbum East of the Sun, West of the Moon, mas então pensei que seria um ótimo título para o livro. Eu acho que ele captura perfeitamente do que se trata o livro, com o foco principal na música da banda.

Imagino que seja difícil contar uma história tão grande quanto a do a-ha. Como você separou a história da banda e de seus membros individualmente?

Originalmente, o livro seria um guia música por música para os álbuns da banda, mas eu também queria incluir a incrível história de fundo do grupo (Bridges, Souldier Blue, etc). De qualquer forma, logo ficou claro que eu não seria capaz de alcançar isso dentro de um limite de 50 a 60 mil palavras, então acabei assinando com a This Day in Music Books [...] Além de uma seção longa sobre os primeiros anos da banda (que acabou sendo minha parte favorita do livro), achei que seria uma boa ideia incluir também uma visão abrangente dos projetos solo dos membros. Então tive que pensar um pouco na estrutura do livro, já que obviamente havia muito terreno a ser coberto. O livro contém 32 capítulos e há seções separadas sobre os projetos paralelos [...] Eu brinquei com a ideia de fazer um livro separado sobre os trabalhos solo, mas acabei concordando com o conceito de ter tudo em um só lugar.

Este livro promete ser muito completo em relação ao a-ha e seus membros. Podemos esperar algum conteúdo exclusivo?

Bem, há conteúdo exclusivo de Magne e Pal, a quem realmente agradeço por abrirem mão de seu tempo para me ajudarem durante esse projeto altamente ambicioso. Há uma grande percepção deles sobre o período da banda Bridges, bem como alguns comentários realmente interessantes sobre algumas das principais faixas do a-ha, como Take on Me e Foot of the Mountain. O livro também inclui contribuições exclusivas de vários outros músicos e produtores com os quais a banda trabalhou. Então, a história de 40 anos está sendo contada sob várias perspectivas diferentes, que eu pensei que eram importantes. Além disso, inclui citações de entrevistas e análises antigas de vários períodos. Portanto, deve ser uma leitura interessante (eu espero).

Reprodução/YouTube

Acho difícil tocar na história do a-ha sem mencionar o Brasil. Você tem alguma coisa sobre o nosso país em seu livro?

Claro! Eu tenho plena consciência de que o a-ha tem uma incrível base de fãs na América do Sul, e seria impossível não mencionar os shows da banda no Rock in Rio. Eu gostaria de ter coberto isso com mais detalhes, mas como o foco principal do livro era a música da banda, isso não foi possível.

Como foi entrar em contato com tantas pessoas envolvidas com a banda ao longo dos anos e obter esse material?

Foi uma tarefa desafiadora incorporar as entrevistas arquivadas e as novas, além de muitas resenhas antigas, mas eu gostei do processo de juntar todas as peças. Eu tive muita sorte de as pessoas estarem tão dispostas a abrir mão de seu tempo para contribuir com o livro, o que facilitou muito meu trabalho. É claro que havia outros músicos e produtores com quem eu gostaria de ter conversado, mas infelizmente não houve tempo no final.

Eu ouvi uma prévia do single Miss Eerie na versão da banda Bridges, que mais tarde se tornou o clássico Take on Me. Gostaria de saber como você conseguiu essa versão tão rara.

Sou muito grato por Magne, Oystein (Jevanord), Pal e Viggo (Bondi) concordarem que poderíamos usar Miss Eerie de graça na inclusão do livro. É certamente uma faixa interessante. Nos últimos anos, Viggo e Erik (Hagelien) me enviaram muitas demos dos Bridges para serem ouvidas, além de incluir versões muito antigas de You Are the One, I've Been Losing You e, é claro, Take on Me. Mas também existem muitas outras músicas legais que nunca foram oficialmente lançadas, como Born Between the Battles, Breath of Wind e Truths of Love.

É possível lançar o livro em outros idiomas?

Se houver demanda, espero realmente que isso aconteça.

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Divulgadas novas imagens do livro sobre o a-ha
Editora divulga trecho da faixa demo Miss Eerie
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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Coronavírus: Rock in Rio Lisboa é adiado para 2021

Divulgação

O Rock in Rio Lisboa, onde o a-ha deveria se apresentar no dia 27 de junho, decidiu adiar o festival. Devido à pandemia do novo coronavírus, a 9ª edição do evento ocorrerá agora somente em junho de 2021.

“Sonhar e fazer acontecer são dois dos motores do Rock in Rio e duas ferramentas para vencer qualquer desafio. Também agora neste momento inesperado, que afeta a generalidade dos portugueses (e de praticamente todo o mundo), não podemos deixar de o fazer”, escreveu a empresária Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do evento.

Segundo ela, vários cenários foram estudados ao longo dos últimos dias pensando na realização do festival. “Das várias opções avaliadas, todas implicariam retomar as montagens da Cidade do Rock num momento que acreditamos ainda não ser favorável (maio), pelo que tomamos a decisão de alterar as datas da 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa para os dias 19, 20, 26 e 27 de junho de 2021, com a certeza de que esta será uma edição ainda mais mágica e especial”, publicou a empresária.

Os ingressos já adquiridos continuarão válidos para as novas datas. “Até lá, o nosso desejo é apenas um: não vamos parar de sorRiR! Porque é sorrindo que vamos vencer mais essa e é sorrindo que, todos juntos, iremos voltar a aproveitar a música, o entretenimento e a cultura, num futuro próximo”, finalizou Roberta Medina em um comunicado.

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a-ha é confirmado no Rock in Rio Lisboa 2020

sábado, 21 de março de 2020

“O espírito humano prevalecerá”, tranquiliza Mags

Foto: Yvette Hollings/Reprodução/Twitter
Com o avanço do novo coronavírus pelo mundo, governos de vários países têm tomado medidas rigorosas para conter a disseminação da doença. Na Noruega, onde Morten e Mags vivem, o governo determinou uma quarentena obrigatória de 14 dias para qualquer pessoa que tenha viajado para o exterior desde o dia 27 de fevereiro. Como o último show do a-ha foi realizado no dia 7 de março, na Nova Zelândia, Morten e Mags automaticamente entraram na quarentena.

“Muito estranho experimentar as medidas bastante austeras adotadas aqui - como elas estão na maioria dos lugares. Sentindo um pouco de gripe, verdade seja dita, mas nada sério - e, de qualquer forma, os testes agora são feitos apenas quando é preciso assistência médica. Definitivamente não preciso”, afirmou Mags em postagem do dia 13.

No dia em que postou, o tecladista disse que estava no quarto dia da quarentena. Ou seja, retornou da Nova Zelândia no dia 9 de março, provavelmente na mesma data que Morten, e deverá ficar isolado em casa até o dia 23. “Cuidem uns dos outros e fiquem seguros - o espírito humano prevalecerá!”, tranquilizou Mags na mesma mensagem.

Nessa sexta (20), o músico fez uma nova postagem. “Esses tempos de grande angústia, preocupação e tristeza também servem como um lembrete importante de que cuidar um do outro não é apenas uma boa ideia, é uma necessidade absoluta. Veja quão pequeno esse novo vírus tornou o mundo! 'Todos por si mesmos' não funcionará”, escreveu.

Atualmente, a Noruega tem 2.118 casos confirmados do novo coronavírus, com sete mortes registradas. Há 155 pessoas hospitalizadas em todo o país, um número que aumentou consideravelmente nos últimos dias. Desses, 28 estão em unidades de terapia intensiva.

Já nos EUA, onde Paul vive com a esposa e o filho, mais de 22 mil pessoas já foram diagnosticadas com a doença e 281 morreram. O guitarrista se encontra no momento em quarentena obrigatória no estado da Califórnia após o governo local ordenar essa semana que todos os moradores fiquem em casa por pelo menos 14 dias.

Paul está isolado na região de Venice, local onde ele tem uma casa e onde tem passado grande parte do tempo, desde o ano passado, para acompanhar os estudos do filho Augie. Na última quinta-feira (19), o músico postou uma foto de uma rua deserta na região e escreveu: “Ruas cheias de pessoas vazias”. No dia 15, ele já tinha publicado uma foto da esposa Lauren usando uma máscara nos arredores de Venice.

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terça-feira, 10 de março de 2020

Turnê brasileira finalmente é confirmada. Banda também tocará no Peru, Chile, Argentina e México

Foto: Strawberrythief/Reprodução/Twitter

O a-ha confirmou esta manhã a tão aguardada turnê brasileira. Depois de cinco anos, a banda retornará ao país para shows em cinco capitais no mês de setembro: Curitiba (dia 8), São Paulo (dia 11), Rio de Janeiro (dia 13), Belo Horizonte (dia 16) e Salvador (dia 19). Além disso, o grupo também passará por outros quatro países: Peru (dia 1º), Chile (dia 3), Argentina (dia 5) e México (dia 22). A venda de ingressos para todas as apresentações estará disponível em breve, segundo comunicado do trio.

Das cinco cidades brasileiras contempladas pela turnê Hunting High and Low Live, a maior surpresa ficou por conta de Salvador. A capital baiana não recebia um show do a-ha há mais de 29 anos. A última vez que a banda tocou na cidade foi em 5 de junho de 1991, no antigo Centro de Convenções. Desta vez, a apresentação será em um local mais amplo: a Arena Fonte Nova, que tem capacidade para quase 50 mil pessoas.

Outra novidade foi a inclusão de Belo Horizonte. A capital mineira vai receber o a-ha depois de 10 anos. O último show do grupo na cidade foi no dia 14 de março de 2010, no Chevrolet Hall. Agora, a apresentação ocorrerá na Expominas Arena, que comporta cerca de 45 mil pessoas.

Capitais que até então vinham sendo contempladas com as últimas turnês do a-ha desta vez ficaram de fora, como foi o caso de Recife (PE), Fortaleza (CE) e Brasília (DF). As três cidades eram tidas como destinos quase certos para as apresentações de setembro, já que sediaram shows esgotados em 2010 e em 2015. No entanto, acabaram não sendo incluídas na atual turnê, o que pegou muitos fãs de surpresa.

Foto: Brenda Jager/Reprodução/Twitter

Após o anúncio das apresentações no Brasil, o a-ha passou a ser um dos assuntos mais comentados do Twitter. Ao longo de todo o dia foram mais de três mil menções ao nome do trio norueguês na rede social.

OUTROS PAÍSES - Além dos shows no Brasil, o a-ha passará ainda por Lima, no Peru, Santiago, no Chile, Buenos Aires, na Argentina, e Cidade do México, no México. Será a primeira vez que a banda tocará nas capitais peruana e mexicana, locais onde o grupo sempre fez enorme sucesso. Já a apresentação na cidade chilena marcará o retorno ao país depois de 10 anos. A última passagem por lá foi em março de 2010.

Confira abaixo a lista completa dos nove shows anunciados:

01 de setembro - Lima, Peru (Parque de la Exposición)
03 de setembro - Santiago, Chile (Movistar Arena)
05 de setembro - Buenos Aires, Argentina (Buenos Aires Arena)
08 de setembro - Curitiba, Brasil (Teatro Positivo)
11 de setembro - São Paulo, Brasil (Espaço das Américas)
13 de setembro - Rio de Janeiro, Brasil (Jeunesse Arena)
16 de setembro - Belo Horizonte, Brasil (Expominas Arena)
19 de setembro - Salvador, Brasil (Arena Fonte Nova)
22 de setembro - Cidade do México, México (Auditorio Nacional)

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Foto: Stian Andersen/Divulgação/a-ha.com

Dias após anunciar o cancelamento do show em Singapura, o a-ha também decidiu suspender as apresentações no Japão. A banda tocaria no país asiático entre os dias 10 e 17 de março. Dos cinco shows que estavam agendados, três já estavam com os ingressos esgotados.

“Infelizmente, devido à situação atual do coronavírus, a iminente turnê japonesa está sendo cancelada e remarcada em uma data posterior”, afirmou a banda em um comunicado publicado em seu site oficial.

A produtora responsável pelos shows no Japão também divulgou uma nota. No texto, ela diz que já está trabalhando para remarcar a turnê. “Os ingressos comprados para as datas originais serão válidos para as datas reagendadas. Para os clientes que desejam ser reembolsados, anunciaremos os detalhes do processo de reembolso assim que anunciarmos as datas reagendadas”, explicou via comunicado.

Pelas redes sociais, Paul e Mags também comentaram o cancelamento da turnê japonesa. “Voltaremos mais tarde para fazer os shows que estamos perdendo. Fiquem todos bem e continuem lavando as mãos”, escreveu Paul. “Eu estava realmente ansioso para ver nossos fãs e amigos na Ásia, mas a segurança dos nossos fãs tem que vir primeiro, é claro. Cuidem-se todos e até mais tarde na estrada”, publicou Mags.

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